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Local: Rio das Ostras Entrevista: com João Bosco Renaud Por Juliana de Carvalho Juliana: _ Bosco, onde estamos? Bosco: _ Estamos na Fundição Escola da Fundação de Rio das Ostras de Cultura, nos preparando para o Projeto ECOS com participação especiais de Felipe Barbosa, Rosana Ricalde, Clara Arthaud e Micarlos. O Vernissage marcado para 4 de dezembro, aqui mesmo na Fundição, primeira de uma série de outras exposições de arte contemporânea a fim de privilegiar a Região dos Lagos. Juliana: _Aqui é seu Atelier? Você trabalha aqui? Bosco: _Sim, somos um total de 13 pessoas entre professores, instrutores e administração. Todos participam dos projetos. Juliana: _Você trabalhou em aspectos diferentes do Dinheiro, fale um pouco sobre isso. Bosco: _ Sim, estudei e trabalhei em diversas áreas do segmento do dinheiro: selos, medalhas, moedas e no Dinheiro me especializei em Talho-doce ( gravura em metal, que provoca o relevo no impresso), Filigrana ( confecção das matrizes, que vem na fabricação do papel) e diversos outros tipos de impressões e técnicas empregadas nos documentos de segurança. Todo esse aprendizado tecnológico, é passado de Mestre a Discípulo através da confiança, não existem livros de ‘Como fazer Dinheiro’. Tendo em mãos essas Técnicas, não posso jogá-lo fora, uso no desenvolvimento e confecção do Dinheiro Arte. Sou o Presidente Fundador da Carioca Multi Bank. rs... Juliana: _Existe algum ponto que você se orgulha na sua passagem pelo Dinheiro Institucional? Bosco:_ Sim. Antes de tudo, pelos grandes Mestres que tive: José Rodrigues Silva (gravador da Casa da Moeda do Brasil), que me deu base para poder conviver com os Mestres europeus; Cav. Volumnio Cerichelli (Diretor Tecnológico da Banca D’Italia), Cav. Luigi Casoni (Filigranista da Banca D’Itália), Prof. Guerino Monassi (Diretor da La Zecca, onde se fabricam as Moedas), Czeslaw Slania (Gravador Real da Suécia ) e Claude Passebecq (chefe filigranista da atual Arjowiggns) . E depois também me orgulho, ter introduzido o setor de matrizes de filigranas nas Américas, primeiramente no Brasil em Salto (SP) e depois nos EUA na Crane Co. & Inc. (Dalton, Massaschusset) onde se fabrica o papel Moeda do Dólar americano. Juliana: _Quando você começou a fazer o Dinheiro Arte? Bosco:_ Foi pro Cildo Meireles em 84, o ‘Zero Dollar’, que foi super interessante e me influenciou muito. Em 2001 desenvolvi uma Moeda para José Resende ‘Evanescente’, um embrião da Moeda do Merco-Sul. Com essas experiências fui desenvolvendo várias idéias até colocá-las em papel (Moeda), na minha exposição “Dinheiro” na Laura Marsiaj em junho e julho de 2008. Juliana:_ E o seu Dinheiro Arte? Bosco: _ Claro que não usei a tecnologia que um Dinheiro Institucional requer, mas usei papel com filigrana, gravura com Talho-doce, belas figuras e frases de efeito: transformando o Real em Irreal, Euro em Neuro e outros. rs... Continuo desenvolvendo essa série. Juliana:_ E a sua Exposição atual, na Cândido Mendes em Ipanema? Bosco: _ Chama-se PLUNGER, através de um objeto de 1 dólar apenas (eu estava nos EUA quando tive essa idéia) um desentupidor entra em ação, contra todas as formas de obstrução, do pensar ao existir atual. Usei várias técnicas, inclusive vídeo-arte, a animação de Silvia Guimaraens com música de Marcos Suzano e essa exposição seguirá até 12 de dezembro.
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